quarta-feira, 27 de agosto de 2014


DESCONTEMPLAÇÃO





De: Amilson de Mendonça Oliveira


O jarro à minha vista

Pede que eu a comtemple

Gosto de contemplar o jarro

Com meus olhos dementes


Suas curvas, seu formato,

Pedem as minhas mãos

Meu desejo a flor da pele

Minha idealização me diz: NÃO

[cansei.]


Descontemplo...


Ás vezes contemplar é um saco...

As coisas são mais fascinantes

São as que vivemos no instante...

Aqui-agora


E aos meus olhos,

Apenas: “aos meus olhos"

Paralização?

Se contemplar... não reajo

E fico apenas na contemplação!!!


Procuro outros sentidos

...

Minhas mãos

Sim, minhas mãos!

Adeus, fantasias!

Adeus, estranhos desejos de fantasias!

Vivencio o momento

Apenas o momento


Descontemplando...

O que era contemplação!



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